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ATENDENDO AOS PEDIDOS: UMA CHANCE !!! agosto 11, 2015

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Saudações “marketeiros”, “publiciteiros” e “meus guias”,

MAIS UMA VEZ VOCÊS PEDEM UMA CHANCE……………………..ENTÃO VAMOS LÁ !!!!

A atividade que vocês precisão fazer é muito simples. Logo aqui abaixo existe um questionário com 15 perguntas referentes a matéria que está postada no meu blog até o dia de hoje. Tudo que você tem a fazer é responder todas as perguntas desse questionário e enviar as respostas para mim. NÃO ESTRANHE SE ALGUNS DOS ASSUNTOS POSTADOS AQUI NÃO FORAM DISCUTIDOS COM A SUA TURMA, POIS A FUNÇÃO DESSE BLOG É, EXATAMENTE, SUPRIR COM INFORMAÇÕES ADCIONAIS A FALTA DE TEMPO PARA TRABALHAR ALGUNS CONTEÚDOS DA MATÉRIA.

Antes de começar, leia o passo-a-passo a seguir e bom trabalho.

PASSO-A-PASSO

Passo 1

Essa atividade é para ser feita em duplas, trios ou quartetos.

Cada um de vocês irá pesquisar dentro do conteúdo desse blog, não sendo necessária nenhuma outra pesquisa na internet ou em livros. TODAS AS RESPOSTAS PARA TODAS AS PERGUNTAS ESTÃO AQUI NESSE BLOG (OS VÍDEOS E ARQUIVOS DE IMAGEM POSTADOS, TAMBÉM DEVEM SER PESQUISADOS, POIS HÁ RESPOSTAS QUE ESTÃO NELES).

Passo 2

Seja objetivo, seletivo e criterioso na sua resposta. LEMBRE-SE: coloque o número da pergunta antes aa sua resposta.

Passo 3

Salve em um arquivo de texto (.doc, .swx, .rtx,…) as respostas que você preparou. ESSE CUIDADO É INDISPENSÁVEL, pois se o hospedeiro do blog (wordpress.com) estiver com múltiplos acessos ao mesmo tempo, o seu material pode se perder após você clicar em “say it”.Após mandar as suas respostas pela internet, guarde o seu arquivo de texto em CD, DVD ou pendrive como backup do seu trabalho.

Passo 4

Para me enviar suas respostas, clique em “add a comment” que fica logo abaixo do título “ATENDENDO AOS PEDIDOS:  UMA CHANCE !!!”. Depois, desça a página até o final do questionário, onde aparecerá uma caixa de texto em branco escrito “comentário”. Copie e cole as suas respostas, aquelas que você salvou no arquivo de texto e clique em “publicar comentário”.

Passo 5

ESSE BLOG É UTILIZADO POR TODOS OS MEUS ALUNOS DE TODAS AS ESCOLAS EM QUE TRABALHO. ISSO SIGNIFICA QUE SE VOCÊ NÃO SE IDENTIFICAR CORRETAMENTE NÃO SERÁ POSSÍVEL DAR A NOTA DO SEU TRABALHO PARA VOCÊ. POR ISSO, DEPOIS QUE VOCÊ COLAR SUAS RESPOSTAS NO “COMENTÁRIO” E ANTES DE CLICAR EM “SAY IT”, ESCREVA CORRETAMENTE SEU NOME COMPLETO, TURMA E COLÉGIO (NÃO ESQUEÇA DO COLÉGIO).

VOCÊ DEVERÁ ME ENVIAR AS RESPOSTAS ATÉ 22/08/2015.

OBS 1: Ao longo desse blog, coloquei arquivos de texto e apresentações de slides em links, além de vídeos. Para quem não tem banda larga os arquivos e vídeos demorarão um pouco a carregar, mas há perguntas referentes a matéria desses arquivos e vídeos, sendo portanto indispensável a sua consulta para dar as respostas.

OBS 2: Quando você chegar ao final dessa primeira página do blog, clique em “older posts” para ver as páginas mais antigas.

OBS 3: Não clique em “sobre”, no alto do blog, logo acima do título “ATENDENDO AOS PEDIDOS:  UMA CHANCE !!!”. Ao clicar nessa pasta você acaba abrindo uma tela para comentar, porém esse comentário não deve ser utilizado. SIGA AS INSTRUÇÕES DO Nº 4, DO PASSO-A-PASSO, PARA ENVIAR SUAS RESPOSTAS.

QUESTIONÁRIO:

1) Por que a teoria do Big Bang é a mais aceita e popular das teorias que procuram explicar o desenvolvimento do universo? Ela se refere, de fato, a uma explosão?

2) O que é bariogênese?

3) O que é movimento de precessão?

4) O que é um geossinclinal? Estabeleça a diferença entre conceito e o conceito de Geanticlinal.

5) O que é um tesseract ?

6) O que são Rochas Moutonnées?

7) Qual a importância do campo magnético da Terra ?

8) Dê as características das três estruturas geológicas conhecidas.

9) O que são cuestas? Elas existem no Brasil?

10) O que é uma Geóide ? Qual a relação desse conceito com o nível dos oceanos ?

11) O que são voçorocas? Onde podemos encontrá-las em nosso estado?

12) Quais as característica químicas e físicas da hidrosfera, biosfera, manto e núcleo do nosso planeta

13) Tomando como base a sequência de cristalização de Bowen, cite 3 normas de coexistência paragenética.

14) Explique o ciclo de Wilson.

15) Onde fica a descontinuidade de Mohorovicic?

Não deixe para última hora. FAÇA LOGO !!

Exercícios de fixação ! março 4, 2015

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Olá ademistas, hospedeiros, marketeiros, etc, etc, etc…

Para responder o questionário abaixo você deverá digitar na barra de pesquisas desse blog (aqui em cima ao lado da palavra “search”) a expressão – geografia hoje – quando então você será levado para minha postagem do dia 29/04/2008.  Leia esse texto pra responder o seguinte questionário e depois fazer o resumo pedido:

 

1)  O que são cartogramas?

2)  Quais as características da Geografia Regional?

3)  Como chamamos a geografia de épocas passadas e suas mudanças ao longo do tempo?

4)  Quais são os três tipos diferentes de estudos que estão incluídos sob a especialidade da

geografia médica?

5)  qual é o objeto da Geografia?

6)  Quem foi o primeiro homem a calcular a circunferência da Terra?

7)  Quem confeccionou o primeiro atlas de que se tem notícia?

8)  Qual a contribuição de Bernhardus Varenius para a Geografia?

9)  Qual a contribuição de Alexander von Humboldt para a Geografia?

10)  Qual a contribuição de Paul Vidal de La Blache para a Geografia?

 

 

Agora leia a parte do texto referente a cartografia e faça um resumo de no mínimo 25 linhas com os principais conceitos dessa leitura.

 

 

DIVIRTAM-SE !!!!

 

A CHANCE !!!!!!!!!!!! maio 24, 2012

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Saudações “ademistas”, “marketeiros”, “hospedeiros” e “meus guias”,

A atividade que vocês precisão fazer é muito simples. Logo aqui abaixo existe um questionário com 15 perguntas referentes a matéria que está postada no meu blog até o dia de hoje. Tudo que você tem a fazer é responder todas as perguntas desse questionário e enviar as respostas para mim. NÃO ESTRANHE SE ALGUNS DOS ASSUNTOS POSTADOS AQUI NÃO FORAM DISCUTIDOS COM A SUA TURMA, POIS A FUNÇÃO DESSE BLOG É, EXATAMENTE, SUPRIR COM INFORMAÇÕES ADCIONAIS A FALTA DE TEMPO PARA TRABALHAR ALGUNS CONTEÚDOS DA MATÉRIA.

Antes de começar, leia o passo-a-passo a seguir e bom trabalho.

 

PASSO-A-PASSO

Passo 1

Essa atividade é para ser feita individualmente em dupla ou trios.

Cada um de vocês irá pesquisar dentro do conteúdo desse blog, não sendo necessária nenhuma outra pesquisa na internet ou em livros. TODAS AS RESPOSTAS PARA TODAS AS PERGUNTAS ESTÃO AQUI NESSE BLOG (OS VÍDEOS E ARQUIVOS DE IMAGEM POSTADOS, TAMBÉM DEVEM SER PESQUISADOS, POIS HÁ RESPOSTAS QUE ESTÃO NELES).

Passo 2

Seja objetivo, seletivo e criterioso na sua resposta. LEMBRE-SE: coloque o número da pergunta antes aa sua resposta.

Passo 3

Salve em um arquivo de texto (.doc, .swx, .rtx,…) as respostas que você preparou. ESSE CUIDADO É INDISPENSÁVEL, pois se o hospedeiro do blog (wordpress.com) estiver com múltiplos acessos ao mesmo tempo, o seu material pode se perder após você clicar em “say it”.Após mandar as suas respostas pela internet, guarde o seu arquivo de texto em CD, DVD ou pendrive como backup do seu trabalho.

Passo 4

Para me enviar suas respostas, clique em “add a comment” que fica logo abaixo do título “CORRENDO ATRÁS   (OU SOBRE COMO DAR UMA CHANCE) !!!. Desça a página até o final do questionário, onde aparecerá uma caixa de texto em branco escrito “comentário”. Copie e cole as suas respostas, aquelas que você salvou no arquivo de texto e clique em “say it”.

Passo 5

ESSE BLOG É UTILIZADO POR TODOS OS MEUS ALUNOS DE TODAS AS ESCOLAS EM QUE TRABALHO. ISSO SIGNIFICA QUE SE VOCÊ NÃO SE IDENTIFICAR CORRETAMENTE NÃO SERÁ POSSÍVEL DAR A NOTA DO SEU TRABALHO PARA VOCÊ. POR ISSO, DEPOIS QUE VOCÊ COLAR SUAS RESPOSTAS NO “COMENTÁRIO” E ANTES DE CLICAR EM “SAY IT”, ESCREVA CORRETAMENTE SEU NOME COMPLETO, TURMA E COLÉGIO (NÃO ESQUEÇA DO COLÉGIO).

 

VOCÊ DEVERÁ ME ENVIAR AS RESPOSTAS ATÉ 23/08/2014.

 

OBS 1: Ao longo desse blog, coloquei arquivos de texto e apresentações de slides em links, além de vídeos. Para quem não tem banda larga os arquivos e vídeos demorarão um pouco a carregar, mas há perguntas referentes a matéria desses arquivos e vídeos, sendo portanto indispensável a sua consulta para dar as respostas.

 

OBS 2: Quando você chegar ao final dessa primeira página do blog, clique em “older posts” para ver as páginas mais antigas.

 

OBS 3: Não clique em “sobre”, no alto do blog, logo acima do título “CORRENDO ATRÁS  (OU SOBRE COMO DAR UMA CHANCE) !!!”. Ao clicar nessa pasta você acaba abrindo uma tela para comentar, porém esse comentário não deve ser utilizado. SIGA AS INSTRUÇÕES DO Nº 4, DO PASSO-A-PASSO, PARA ENVIAR SUAS RESPOSTAS.

 

QUESTIONÁRIO:

1) Por que a teoria do Big Bang é a mais aceita e popular das teorias que procuram explicar o desenvolvimento do universo? Ela se refere, de fato, a uma explosão?

2) O que é bariogênese?

3) O que é movimento de precessão?

4) O que é um geossinclinal? Estabeleça a diferença entre conceito e o conceito de Geanticlinal.

5) O que é um tesseract ?

6) O que são Rochas Moutonnées?

7) Qual a importância do campo magnético da Terra ?

8) Dê as características das três estruturas geológicas conhecidas.

9) O que são cuestas? Elas existem no Brasil?

10) O que é uma Geóide ? Qual a relação desse conceito com o nível dos oceanos ?

11) O que são voçorocas? Onde podemos encontrá-las em nosso estado?

12) Quais as característica químicas e físicas da hidrosfera, biosfera, manto e núcleo do nosso planeta

13) Tomando como base a sequência de cristalização de Bowen, cite 3 normas de coexistência paragenética.

14) Explique o ciclo de Wilson.

15) Onde fica a descontinuidade de Mohorovicic?

 

Não deixe para última hora. FAÇA LOGO !!

A volta dos que não foram !!! fevereiro 8, 2012

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Saudações alunos,

Estive um pouco afastado do meu blog, devido a correria do dia-a-dia, mas voltamos a carga nesse início de 2012. Como não poderia deixar de ser a volta é em grande estilo: A Geomorfologia Glacial.

É Isso mesmo que você leu, GLACIAL!!!

Mas por que estudar gelo se aqui no Brasil nosso clima é tropical? Bem, para saber só lendo.

Como você sabe esse material é resultado de minhas pesquisas na internet e não foi produzido por mim, assim lá no final dessa postagem estão os links para você consultar diretamente os sites que utilizei.

Geomorfologia Glacial

AÇÃO GEOLÓGICA / GEOMORFOLÓGICA DO GELO E PROCESSOS GLACIAIS

A variação da temperatura da Terra sempre foi uma constante. Em toda a história da Terra nunca houve um período grande em que a temperatura fosse completamente estável

– Variáveis astronômicas = são as causas dos ciclos glaciais.

– Glaciações = causadas por fenômenos astronômicos: não são cíclicas e não tem períodos determinados.

Hoje, vivemos um período interglacial, o que seria quase o topo ou um período mais quente que já houve na Terra.

Os períodos glaciais são mais frequentes do que os períodos interglaciais (o que vivemos hoje), se tratando da História da Terra.

– Era Glacial = o clima equatorial estará somente na faixa do Equador; os climas tropicais ficam restritos somente nas faixas dos trópicos. Ou seja, os climas não desaparecem, não há somente gelo, há sim uma compactação dos climas.

A glaciação se resume em geleiras = grandes quantidades de gelo alimentadas pela neve, onde formam-se os depósitos de gelo. Essas geleiras com cerca de 1m de altura média erode, carrega materiais de suas encostas tal como um rio que corre de montante a jusante até se depositar em determinado lugar. Portanto, também ocorre intemperismo físico nas geleiras (por abrasão – atrito físico) devido ao contato com a rocha.

As geleiras transportam sedimentos de todos os tamanhos, por ser o gelo o responsável pelo transporte.

A rocha moutonnée de Salto é o único exemplar desse tipo de estrutura de abrasão glacial conhecido no neopaleozóico da Bacia do Paraná, associada às rochas glaciais do Subgrupo Itararé. Localiza-se nos arredores da cidade de Salto, no centro-leste do Estado de São Paulo.

Um vale glacial é esculpido pelo gelo.

Vale com forma de “U”

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Fonte:http://download.ultradownloads.com.br/wallpaper/68826_Papel-de-Parede

Os depósitos tendem a ser mal selecionados. Os mais comuns chamam-se “till”, possuem todo o tipo de sedimentos em todos os tamanhos, com grãos angulosos.

ATIVIDADES GEOLÓGICAS DO GELO

Nenhum evento na história geológica recente produziu tão profundas modificações quanto à última grande idade do gelo. O impacto se entende muito além dos limites do gelo para influenciar cada aspecto físico e biológico da Terra. Um exemplo, onde hoje estão localizadas as cidades de Chicago, Detroit, Toronto, onde há 15.000 – 20.000 anos atrás existiam várias centenas de metros de gelo.

Uma geleira tem um sistema de gelo fluindo. O gelo escoa através do sistema saindo ao mesmo tempo pela evaporação ou fusão. Quando o gelo escoa, ele erode e transporta considerável quantidade de material.

Quando ocorre uma glaciação, muitos processos geológicos são interrompidos ou modificados sensivelmente. A água fica retida nas geleiras ao invés de evaporar e voltar para o mar. Consequentemente, o nível do mar abaixa e o ciclo hidrológico é muito afetado. A grande quantidade de gelo no continente modifica a drenagem pré-existente. A erosão causada pela geleira gera material, o qual será depositado e alterará a topografia previamente existente. A crosta terrestre é empurrada para baixo pelo peso do gelo e a água de degele formará lagos que não existiam até então. O sistema de drenagem modificado poderá influenciar no clima de uma grande região, mesmo em distâncias grandes da geleira em si. Mesmo regiões áridas podem sofrer mudanças climáticas drásticas devido a uma geleira distante.

O gelo é um importante agente geológico, pois cerca de 10% da área continental é ocupada permanentemente por gelo. A importância aumenta se levarmos em conta que nos períodos geológicos passados, tivemos glaciação a nível mundial.

Para termos uma ideia, a 1 milhão de anos atrás cerca de 30% dos continentes estavam cobertos por gelo, inclusive o Brasil (pelas rochas é que podemos afirmar o clima da Terra. Por exemplo, o mineral calcita só se cristaliza em clima quente. Então, se encontrarmos calcita, significa que o clima daquela região era quente quando daquela rocha que contém calcita). As rochas indicam que na Terra existe o mesmo tipo de clima há 500 milhões de anos.

Geleira

Ocorre quando a taxa de queda de neve é maior do que a taxa de desgelo. Dessa forma ocorre o acúmulo de neve. Com o passar do tempo, a neve vai se tornando mais compacta e densa. Aliado a este fator, temos o fenômeno de desgelo parcial (derretimento parcial) durante o dia e o regelo à noite. Dessa forma, a neve vai se transformando em gelo.

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Vista panorâmica da geleira Aletsch, Suíça.

Tipos de Geleiras

a) Alpino = o nome que vem dos Alpes. O maior acúmulo de gelo ocorre em regiões de montanhas. Essas geleiras podem atingir dimensões consideráveis (+ ou – 100Km de comprimento e 900m de espessura). Caracteriza-se pelo circo glacial que pode ser descrito como um anfiteatro de paredes abruptas e fundo chato.

b) Geleira do tipo continental = ocorre por grandes áreas continentais. Por exemplo: Groenlândia.

c) Geleira do tipo Piemonte = este tipo é na verdade uma mistura entre os outros dois tipos. São geleiras que nascem nas montanhas, mas se espalham por grandes áreas continentais.

Temperatura do gelo

Fundo das geleiras = -0,5

O gelo é um péssimo condutor de calor, então as variações de temperatura não influem na temperatura do gelo.

Movimento das geleiras

Sempre condicionado pela gravidade e pelo acúmulo de gelo na cabeceira da geleira. A força da gravidade vai trazendo para baixo o gelo formado no alto de uma montanha. O acúmulo de gelo vai o empurrando para baixo. Em alguns lugares o movimento de uma geleira pode ser comparado com um rio, formando “cachoeiras”; “corredeiras”, etc. Também devido ao comportamento rígido do gelo, no decorrer do movimento serão abertas e fechadas fendas na geleira.

Erosão, transporte e deposição por geleira

Erosão

A erosão pelas geleiras se dá por duas formas principais:

I – Abrasão: fenômeno em que parte do gelo superficial das geleiras é derretido pelo sol, ar quente e chuva, bem como pelo calor produzido pela própria geleira. A abrasão ocorre quando o gelo e a carga de fragmentos rochosos deslizam sobre o leito de rocha e funcionam como um papel de lixa que alisa e pule a superfície situada abaixo.

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II – Arrastamento glacial

Conforme uma geleira vai fluindo sobre a Terra, ela erode, transporta e deposita uma grande quantidade de material, modificando consideravelmente a topografia pré-existente. As geleiras erodem pelo arraste glacial (glacial pluking). O material erodido é carregado em suspensão no gelo e é depositado perto das margens da geleira, quando degelo predomina.

Glacial pluking = é o transporte e remoção de fragmentos de rocha por uma geleira. É uma das formas mais eficazes de erosão praticado pelas geleiras. Abaixo da geleira, a água de degelo se infiltra em juntas e fraturas. Quando a água se congela novamente e seu volume aumenta em cerca de 9%, blocos de rochas são desprendidos. Esses blocos são, então, transportados pela geleira.

Transporte glacial

Da mesma forma que em rios, os sedimentos transportados por uma geleira são chamados coletivamente de carga. Todavia, as semelhanças acabam aqui. A forma com que a geleira transporta sua carga é muito diferente da forma que são transportados os sedimentos dos rios. A carga em uma geleira é transportada em suspensão e grandes blocos são transportados lado a lado com grãos pequenos, sem ocorrer a separação de material de acordo com o tamanho, como ocorre nos rios. O resultado: os depósitos glaciais não apresentam estratificações e nem seleção de materiais. A carga de uma geleira se concentra próximo ao contato entre o gelo e a rocha. A maioria das partículas carregadas por uma geleira não apresentam sinais de intemperismo, possuindo superfícies angulares e estricidas.

Deposição

Muitas das partículas transportadas por uma geleira são depositadas perto da terminação da geleira, onde o degelo predomina. Aí o gelo torna-se estagnado. As forças ativas na geleira fazem com que o gelo recém chegado a terminação seja jogado para cima do gelo novo. A carga de sedimento acompanha o gelo sendo concentrada na superfície da geleira. Quando o degelo é completado, o material é depositado marcando a margem da geleira.

Alguns dos sedimentos depositados pela geleira são retrabalhados pelas águas de degelo. Os sedimentos depositados diretamente (ou indiretamente) pela geleira em lagos e em rios recebem o nome de “glacial drift” (amontoado glacial). Alguns drifts podem apresentar certe estratificação.

Erosão de deposição do gelo

Uma geleira vai desagregar as rochas fisicamente, ou seja, temos um predomínio do intemperismo físico. O poder erosivo de uma geleira é limitado, contudo ela vai se comportar como uma grande lixa que carrega tudo o que vê pela frente. Em uma geleira temos aproximadamente 50% de gelo e 50% de detritos.

Depósitos glaciais

Ocorre quando a geleira “recua” (derrete). Como ela vai transportar seixos e blocos de todos os tamanhos, todo esse material será depositado junto. Assim, temos blocos enormes ao lado de grãos de areia. Outra característica é a ausência de intemperismo químico.

Nome de rochas formadas por depósitos glaciais

– Tilito / till

– Varvitos / ritmitos

– Sedimentos flúvio-glaciais

Morenas

Nome genérico para depósito glacial. De acordo com o posicionamento dentro da geleira, podemos ter: morena basal, morena frontal, morena lateral.

Formas topográficas resultantes da ação do gelo

– Vales suspensos;

– Vales em “U”

Mais conceitos:

Rochas Moutonnées: ocorrem geralmente em granitos e rochas cristalinas. A geleira passa por cima dando um polimento todo especial.

Drumlin: elevações de dimensões variadas, formadas por till argiloso no sentido de movimento da geleira.

Esker: lombada longa e sinuosa formada por areia e cascalho orientada no mesmo sentido que o movimento da geleira.

Kayne: pequenas elevações formadas pelo acúmulo de sedimento em fendas da geleira.

Kettles: depressões.

No Brasil

O reconhecimento dos primeiros depósitos glaciais antigos no Brasil, de idade permo-carbonífera, deve-se a Orville A. Derby, em 1888, e está intimamente relacionado aos conceitos de Gondwana e deriva continental.

Desde então, numerosas outras ocorrências foram identificadas e estudadas ampliando grandemente o entendimento da paleoclimatologia brasileira.

Pelo menos cinco grandes idades glaciais afetaram o território nacional, no Pré-Cambriano (2), Siluriano, Devoniano e Permo-Carbonífero. Rochas formadas sob influência glacial, nos intervalos acima, ocorrem em todas as bacias sedimentares paleozóicas brasileiras (Amazonas, Parnaíba e Paraná) e formam extensas áreas do embasamento pré-cambriano no Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. Geleiras tiveram uma enorme influência na evolução geológica e geomorfológica do Brasil e afetaram a distribuição dos organismos e sua evolução. Durante a idade glacial do Gondwana (Carbonífero – Permiano), massas de gelo cobriam mais de metade do território brasileiro. Seus depósitos estão entre os mais extensos e espessos de todo o Gondwana Ocidental.

O estudo das rochas sedimentares formadas durante as idades glaciais do Brasil é essencial para a  interpretação da história geológica do país, do continente sul-americano e do supercontinente de Gondwana. Sua análise permite estudar as mudanças climáticas globais do passado da Terra. A variedade e complexidade de ambientes deposicionais que ocorrem no sistema glacial torna seus os depósitos sedimentares um campo valioso para treinamento de estudantes de graduação e pós-graduação. Last but not least, do ponto de vista econômico, encerram essas rochas depósitos de carvão e hidrocarbonetos de interesse comercial. Algumas constituem aqüíferos importantes.

Para aprimorar seus conhecimentos há um ineressante trabalho dos professores Mario Luis Assine e Fernando Farias Vesely sobre ambientes glaciais que vale a pena ser lido.  Pode clicar e deleitar sua mente.

ambientesglaciais

 

A seguir os links que consultei:

http://no.comunidades.net/sites/pro/profelianageo/index.php?pagina=1548284462

http://www.igc.usp.br/glacial/home1.htm

http://www.geologia.ufpr.br/graduacao/deposicionais/ambientesglaciais.pdf

Até breve…

RELEVO !!!!!!!!!!!!…..RELEVO !!!!!!!!!!!!!!………RELEVO !!!!!!!!!!!!!!! março 11, 2011

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Bem pessoal,

Dando continuidade aos nossos estudos sobre o relevo terrestre e a Geomorfologia, vamos partir pra a análiseda relação entre o relevo e sua base geológica.  Coisa da alçada da Geomorfologia Estrutural.

Com base na wikipédia e em alguns textos de aulas preparadas por professores universitários que encontrei na net, montei a postagem de hoje com um material inicial em linguagem que dá pra vocês acompanharem.

Boa leitura.

 

 

GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL

I) A GEOMORFOLOGIA ESTRUTURAL é uma área de estudo da geomorfologia que regista a relação entre o relevo e a composição geológica . A geomorfologia estrutural enfatiza na influência das estruturas geológicas no desenvolvimento do relevo. Esta disciplina é muito importante em áreas com forte actividade geológica em que tais falhas e dobras predeterminar a existência de picos ou vales, ou a existência de baías e promontórios pode ser explicado pela erosão diferencial de afloramentos rochosos mais ou menos resistentes.

 

Relevos

O relevo de todas as partes do mundo apresenta saliências e depressões oriundas das eras geológicas passadas. Estas saliências e depressões conhecidas como acidentes de primeira ordem configuram as montanhas , planaltos , planícies e depressões; além desses acidentes existem outros menores: as chapadas , as cuestas e as depressões periféricas.

Estes acidentes resultaram da ação de dois tipos de agentes ou fatores do relevo. De origem interna, que recebe o nome de endógenos (vulcanismo , tectonismo e outros) e de origem externa, com o nome de exógenos (água corrente, temperatura , chuva , vento , geleiras , seres vivos ).

Tradicionalmente, o relevo divide-se tomando como base três classificações: de Aroldo de Azevedo , Aziz Ab’Saber e Jurandyr Ross.

A história do planeta divide-se em eras geológicas , períodos , épocas e idades , não sendo proporcional a duração entre elas.

Sendo a crosta terrestre a base da estrutura geológica da Terra , várias rochas passam a compor esta estrutura e distinguem-se conforme a origem:

 

  • Rochas Magmáticas (Rochas ígneas ou cristalinas ): Formadas pela solidificação do magma, material encontrado no interior do globo terrestre. Podem ser plutônicas (ou intrusivas, ou abissais), solidificadas no interior da crosta, e vulcânicas (ou extrusivas, ou efusivas), consolidadas na superfície.
  • Rochas Sedimentares : Formadas pela deposição de detritos de outras rochas, pelo acúmulo de detritos orgânicos, ou pelo acúmulo de precipitados químicos.

A disposição destas rochas determina três diferentes tipos de formações:

 

  1. Escudos Antigos ou Maciços Cristalinos — São blocos imensos de rochas antigas. Estes escudos são constituídos por rochas cristalinas (magmático-plutônicas), formadas em eras pré-cambrianas, ou por rochas metamórficas (material sedimentar) do Paleozóico, são resistentes, estáveis, porém bastante desgastadas.
  1. Bacias Sedimentares — São depressões relativas, preenchidas por detritos ou sedimentos de áreas próximas. Este processo se deu nas eras Paleozóica, Mesozóica e Cenozóica, contudo ainda ocorrem nos dias atuais. Associam-se à presença de petróleo , carvão , xisto e gás natural .
  1. Dobramentos Modernos — São estruturas formadas por rochas magmáticas e sedimentares pouco resistentes; foram afetadas por forças tectônicas durante o Terciário provocando o enrugamento e originando as cadeias montanhosas ou cordilheiras.

Em regiões como os Andes , as Montanhas Rochosas , os Alpes , o Atlas e o Himalaia , são freqüentes os terremotos e as atividades vulcânicas. Apresentam também as maiores elevações da superfície terrestre. Os dobramentos resultam de forças laterais ou horizontais ocorridas em uma estrutura sedimentar que forma as cordilheiras. As falhas resultam de forças, pressões verticais ou inclinadas, provocando o desnivelamento das rochas resistentes.

 

 

II) FATORES ESTRUTURAIS ASSOCIADOS AO RELEVO

A influência da estrutura na morfogênese é profunda. Não somente as grandes feições morfológicas do globo: como cadeias de montanha, platô, rift-valley (vales de desabamento tectônico) margens continentais, são predominantemente de origem estrutural e formadas por dobramentos, falhamentos ou arqueamentos, mas também, as formas menores da paisagem, como formas de vertentes ou montanhas, o padrão de drenagem, são controlados também por estruturas, e através da ação de agentes de intemperismo e erosão de massas complexas de rochas.

Morfologia das Estruturas Concordantes e Discordantes

De acordo com a posição das camadas numa bacia sedimentar, a estrutura será concordante horizontal, inclinada ou discordante.

 

a) Estrutura Concordante Horizontal: E constituída de camadas horizontais ou quase horizontais dispostas uma sobre outra, formando relevos tabulares em forma de mesas e mesetas.

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b) Estrutura Concordante Inclinada, Monoclinal ou Homoclinal: É constituída de camadas superpostas, levemente inclinadas, numa direção constante. Esse tipo de disposição, geralmente corresponde à porção que circunda a zona central plana de uma bacia sedimentar. O mergulho pode, entretanto, atingir valores bem superiores a 10º. ou 15°. Esse caso é fraquente no contato de bacias sedimentares com cadeias montanhosas.

As estruturas monoclinais dão relevos subtabulares, dissimétricos (relevo de cuestas). Uma estrutura é considerada monoclinal num sentido geral, abrangendo grandes áreas. No detalhe, pode haver variações de inclinação. Ex: flexura (uma brusca variação positiva do declive).

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c) Estruturas Discordantes: Chama-se discordância o contato correspondente ao plano estratigráfico inferior de série geológica superior, cortando mais ou menos obliquamente o mergulho de série inferior.

Esse tipo de contato por ter causa tectônica, por exemplo, deposição sobre zona falhada, ou pode ter como causa, uma transgressão do mar sobre área continental previamente arrasada.

A discordância mais comum supõe o desenvolvimento de uma superficie de erosão e, em seguida, uma transgressão. Neste caso toda bacia sedimentar comporta uma discordância no contato de seus depósitos basais com o escudo previamente arrasado.

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d) Relevo em Estrutura Concordante Horizontal

Quando as camadas são homogeneamente tenras ou homogeneamente duras, predomina a erosão linear dos rios, formando vale em "v". Se as camadas têm resistências diferentes, os rios iniciam o entalhe, segundo zonas de fraqueza da rocha. O trabalho é lento nas rochas resistentes (arenitos silicificados). Os rios cavam os vales, separando por gargantas as plataformas estruturais (área cuja topografia é coincidente com a estrutura). O entalhe prossegue até que as rochas tenras subjacentes sejam atingidas. Daí para frente, a erosão se processa com facilidade, e os vales se alargam. Há solapamento na base das camadas duras, com desmoronamentos da cornija (abrupto saliente capeado por uma camada de rocha dura). As escarpas recuam, à medida que os vales se alargam.

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Quando o estágio erosivo está muito avançado, a ponto de demolir uma camada tenra colocada sobre uma dura, fazendo surgir a superficie estrutural da camada dura subjacente, dizemos que a superficie estrutural foi exumada.

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Quando as camadas duras são muito delgadas, os ressaltos desaparecem, salvo nos climas semi-áridos. Nos climas úmidos, o manto de decomposição mascara as estruturas.

A rede de drenagem em plataformas estruturais horizontais é insequente no início. Não apresenta direções orientadas pela estrutura, que é horizontal. O padrão é em espinha de peixe.

As características básicas do relevo tabular são: simetria de cornija e simetria de vertentes. (Ex. canyon do Colorado).

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e) Relevo em Estrutura Concordante Inclinada, Monoclinal ou Homoclinal:

Os relevos derivados desse tipo de estrutura estão na dependência de dois fatores:

– camadas de resistência diferente.

– retomadas de erosão para permitir a superimposição da drenagem.

 

Os relevos dissimétricos são: costão, cuestas, hog-backs (semelhante a cuesta, mas o mergulho das camadas é maior 30 graus), cristas isoclinais.

1. COSTÃO: Relevo homoclinal, com inclinação suave. Difere-se de uma cuesta, por apresentar mergulho das camadas, no sentido da escarpa (planícies costeiras). Ex: No litoral nordestino, Grupo Barreiras).

 

2. CUESTA: É relevo dissimétrico formado por uma camada resistente, fracamente inclinada (declividade menor que 30 graus) e interrompida pela erosão, tendo na base uma camada tenra. É constituída de um lado por um perfil côncavo em declive íngreme, e do outro lado, por um planalto suavemente inclinado.

Ocorre em vários tipos de estrutura onde aparecem mergulhos fracos, homoclinais:

a) Periferia de bacias sedimentares interiores em contato com escudos antigos. Ex: São Luís do Purunã (oeste de Curitiba), Segundo Planalto Paranaense, no arenito de Furnas.

b) Planícies costeiras. Ex: a cuesta de Apodi, no Ceará, mantida pelo calcário Jandaíra.

c) Borda de grandes arcos de dobramentos. periferia de dobras. Ex: faixa de dobramento Araguai/Paraguai (Mato Grosso).

d) Periferia de domos. Ex: Morro de Pitanga (entre Rio Claro e Piracicaba)

Elementos topográficos de uma Cuesta são: front, depressão subsequente e reverso.

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a) Front: O front se representa como uma franja contínua, interrompida apenas por rios consequentes que correm conforme inclinação das camadas. Tais rios penetram no reverso por um funil ou garganta rochosa (parcée cataclinal).

As paredes são tanto mais longas, quanto mais fraca for a inclinação das camadas. Elas são muito curtas quando as camadas são fortemente inclinadas.

O recuo do front é tanto mais rápido quanto mais espessa for a camada tenra e mais delgada for a camada resistente, e quanto mais fraca for a inclinação das camadas.

Em camadas fortemente inclinadas, o limite de equilíbrio dos blocos só é ultrapassado após a remoção de grande volume de terreno do tálus. Nesse caso, o recuo do front é muito lento.

Se a inclinação das camadas é fraca, aparecem morros testemunhos a diante do front. Quando é forte, eles não ocorrem.

O Front é constituído por cornija e tálus.

Cornija: É a parte superior do front sustentada pela camada resistente. Apresenta declive geralmente forte, de convexo a retilíneo, seguido de tálus côncavo. A forma e o declive da cornija dependem da relação de espessura das rochas duras e tenras e do contraste de resistência entre ambas. Quanto mais delgada for a camada dura, menos forte será a convexidade da cornija, pelo solapamento basal.

Tálus: Inclinação abaixo da cornija, a partir da linha de contato da camada resistente com a tenra. A forma e o declive do tálus dependem da natureza das camadas tenras, da espessura, da inclinação e da densidade da rede de drenagem obsequente.

Morro Testemunho: É uma colina de topo plano situado adiante de. uma escarpa de cuesta, mantido pela camada resistente. Representa um fragmento do reverso e é testemunho da antiga posição da cuesta antes do recuo do front. Atacados pela erosão, em todos os lados, eles tendem a perder o coroamento da camada dura e apresentam formas de peões, podendo desaparecer rapidamente.

b) Depressão Subsequente: Desenvolve-se abaixo do tálus. É o negativo da cuesta, dissimétrica como ela. Tem uma vertente retilínea-côncava de forte inclinação, e uma vertente suave que pode terminar no reverso estrutural de outra cuesta.

c) Reverso: É o topo do planalto, suavemente inclinado no sentido oposto ao front. A superficie do reverso pode corresponder ao mergulho das camadas. Nesse caso, o reverso é diretamente derivado da estrutura. É o reverso estrutural.

Mais comumente, entretanto, a superficie do reverso corresponde a uma superfície de aplainamento que corta as camadas. A inclinação topográfica nesse caso é mais fraca do que o mergulho das camadas. O reverso corresponde à superficie de aplainamento.

Organização da Rede de Drenagem:

Num relevo de cuestas, a drenagem é organizada em função da estrutura. Deste modo, distinguem-se os seguintes tipos:

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a) Conseqüentes ou Cataclinais: os que seguem as inclinações das camadas. Segundo Davis, são os primeiros a se organizarem. Atravessam a depressão subsequente e cortam as camadas duras e tenras. Quando entalham as camadas resistentes abrem gargantas (parcées).

b) Subsequetes ou Ortoclinais: São paralelos à direção das camadas, isto é, corre segundo a direção geral das camadas e perpendiculares ao mergulho. Desenvolvem-se após os primeiros e ao longo das camadas tenras. Aprofundando as rochas tenras põem em ressalto as duras, as quais dão origem às cuestas. São portanto, adaptados à litologia. Desenvolvem-se aqui, as depressões subsequentes ou ortoclinais.

c) Obsequentes ou anaclinais: São afluentes dos subsequentes. Correm em sentido inverso ao mergulho das camadas. São os rios obsequentes os responsáveis pelo retalhamento do front da cuesta, dando origem às percées anaclinais.

d) Ressequentes ou Cataclinais de Reverso: Afluentes dos subsequentes, correm segundo o mergulho das camadas, no reverso das cuestas. Tem mesma direção da drenagem consequente da área, mas a um nível mais baixo do que o pendor inicial. Correm para as depressões subsequentes e não atravessam o front das cuestas.

3) HOG-BACKS: Se as camadas de resistência diferente apresentam mergulhos fortes, superiores a 30 graus, a forma resultante será um hog-back, relevo dissimétrico com cornija e reverso mais curto e mais inclinado do que nas cuestas. Tais formas são comuns na parte interna de domos ou de estruturas de dobras.

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4) CRISTA ISOCLINAL: Desenvolve-se em estruturas de camadas quase verticais. As cristas apresentam simetria de flancos. Tais estruturas entretanto, escapam às bacias de sedimentação de estrutura de calma, pois a perturbação das camadas está implicitamente relacionada aos processos tectônicos.

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Se você quiser dar uma conferida nos sites onde encontrei o material para preparar essa postagem, pode acessar os links abaixo:

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Geomorfologia_estrutural

http://www.cartografica.ufpr.br/docs/geomorfologia/fatoresestruturais3.pdf

http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/arquivos/File/conteudo/artigos_teses/GEOGRAFIA/Monografias/geomorfologia.pdf

 

 

Até a próxima !!

Qual a importância da Geomorfologia ? fevereiro 4, 2011

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Pessoal,

No artigo abaixo, do professor Kenitiro Suguio, podemos começar a ter uma idéia da importância da Geomorfologia para todas as Geociências.

O texto é técnico, mas qualquer dúvida é só você me mandá-la  aqui pelo blog mesmo.

Divirta-se !! KKKKKKKKKK

A importância da geomorfologia em geociências

Inté !!!!!!!!

Um breve interregno fevereiro 4, 2011

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Olá Turma,

Antes de continuarmos nossa investigação da geomorfologia, gostaria de compartilhar com vocês alguns conhecimentos importantes para o trabalho que faço nesse blog.

No segundo semestre de 2010, fiz um curso de sensoriamento remoto oferecido pelo consórcio CEDERJ / CECIERJ da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro para professores.  O curso foi dado pelo professor Alexandre Cigagna Wiefels que colocou a nossa disposição um farto material sobre essa importante ferramenta para o conhecimento geográfico.

Como nossa investigação da geomorfologia se vale muito de ferramentas oriundas do sensoriamento remoto, resolvi por a disposição de vocês parte do material do curso.

Abaixo estão disponíveis a primeira aula do curso, uma pequena apostila de introdução ao sensoriamento remoto e uma outra apostila com imagens obtidas pelas técnicas dessa disciplina.

Aula_1

Steffen_-_INTRODUÇÃO_AO_SENSORIAMENTO_REMOTO

Rudorff_-_PRODUTOS_DE_SENSORIAMENTO_REMOTO

Até a próxima !!

Ainda na Rio – Miguel Pereira outubro 18, 2010

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Olá pessoal…….

Em minha postagem do dia 27/06/2010 (O pai dos burros 2) mostrei sumariamente o Ciclo de Davis (não se preocupe pois ainda falaremos mais sobre esse importante cientista).

Na estrada Rio – Miguel Pereira é fácil identificar, para quem tem os olhos treinados, o encaixamento da rede de drenagem na paisagem é os diversos níveis do relevo.  Veja as fotos

 

Encaixamento da rede de drenagem - Rio - Miguel Pereira

 

Encaixamento da rede de drenagem - Rio - Miguel Pereira (13)

 

Encaixamento da rede de drenagem - Rio - Miguel Pereira (11)

 

Encaixamento da rede de drenagem - Rio - Miguel Pereira (9) 

 

Encaixamento da rede de drenagem - Rio - Miguel Pereira (3)

 

Será que vocês sentiram que eu estou me aproximando a passos largos da Geomorfologia ?

HEHEHEHEHEHE……….

Até breve !!!

É………..só uma perguntinha……………..você já viu uma voçoroca ??????????? agosto 26, 2010

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Em minhas andanças por esse “mundão de meu Deus”, passando pela estrada que liga o Rio a Miguel Pereira, me deparei com essa que é uma das “rainhas” da geomorfologia:  a voçoroca.

Embora eu ainda não tenha chegado na análise dos agentes modificadores do relevo, achei a imagem tão didática que resolvi postar umas breves palavras sobre ela.

Lá na wikipédia você encontra a seguinte definição para ela:

“A voçoroca, boçoroca ou ravina é um fenômeno geológico que consiste na formação de grandes buracos de erosão, causados pela chuva e intempéries, em solos onde a vegetação é escassa e não mais protege o solo, que fica cascalhento e suscetível de carregamento por enxurradas. Pobre, seco, e quimicamente morto, nada fecunda.

A voçoroca pode ser prevenida com a plantação de árvores na beira dos buracos, que agem como guarda-chuva do solo contra a chuva e vento, além de evitar que o fluxo da água leve consigo terra e sedimentos, que são retidos por suas raízes.

É um fenômeno prejudicial pois destrói terras cultiváveis e colabora para o assoreamento de rios e entupimento de redes de esgoto, que ficam entulhadas por detritos do solo, facilitando o processo das enchentes urbanas.”

Na dinâmica geomorfológica a voçoroca se insere dentro dos fenômenos de encaixamento da rede de drenagem e participa da destruição das formas de relevo.

As fotos foram tiradas nessa terça-feira 24/08/2010, no município de Miguel Pereira, no trecho anterior à subida de serra.

 

“Ela”  de longe….

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De novo………..

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Outro ângulo………….

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De perto……………

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De perto de novo………………….

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Essa é a estrada que separa o vale em que se encontra a encosta que está sendo afetada por “ela”.

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O outro lado da estrada e do vale………

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Agora você já pode dizer que viu uma voçoroca…………

RSRSRSRSRSRSRSRS……….

 

 

Até a próxima !!!!!!!!!!!!!!!

QUE DUREZA, HEIM !!!!!! julho 15, 2010

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Continuando nossa preparação para os estudos de relevo, vamos tratar agora das rochas e minerais, bem como de sua classificação.

Você viu que eu falei “rocha”.  Esse papo de “pedra”, como diziam meus professores de geologia da faculdade de geografia, é coisa que você pega pra jogar em cachorro na rua (rsrsrsrsrsrsrsrs).

Pesquisando no hiperespaço, encontrei um trabalho interessante, que cobre de modo satisfatório a classificação das rochas.  Abaixo da postagem de hoje, temos uma extensão do assunto mineralógico.

Leiam e aprofundem seus conhecimentos.

1. INTRODUÇÃO

O estudo das rochas e minerais é de extrema importância por ser a rocha o material de origem da maioria dos solos, e os minerais das rochas a fonte principal dos nutrientes para as plantas.

A crosta terrestre é formada essencialmente de rochas, cujos constituintes são na maioria das vezes, os minerais, podendo também, uma rocha constituir-se dos chamados mineralóides, como o vidro vulcânico, o carvão, ou outros compostos de origem vulcânica.

O mineral é um elemento ou composto químico, via de regra, resultante de processos inorgânicos, de composição química geralmente definida e encontrada naturalmente na crosta terrestre. Geralmente são sólidos, somente a água e o mercúrio que se apresentam no estado líquido, em condições normais de temperatura e pressão.

A rocha é um agregado natural, formado de um ou mais minerais (ou mineralóides – vidros vulcânico, matéria orgânica, etc), que constituem a parte essencial da crosta terrestre, e é nitidamente individualizada. O arenito é uma rocha formada por quartzo e o granito pelos minerais de quartzo, feldspato e mica.

2. AS DIMENSÕES DA TERRA

A Terra tem a forma aproximadamente esférica com as seguintes dimensões: 12.756,776 km de diâmetro equatorial, 12.713,824 de diâmetro polar, 5,52 g/cm3 de densidade, 5,98 x 1021 toneladas de massa (5,6 sextilhões de quilos) e uma área de 510 milhões de km2.

A Terra é constituída de camadas de composições semelhantes: além da atmosfera e da hidrosfera, reconhecem-se três camadas: LITOSFERA, MANTO e NÚCLEO.

A litosfera ou crosta terrestre é a camada mais delgada e superficial, representando 0,375% da massa da Terra. Sua espessura varia entre 10 e 13 km nas regiões oceânicas e, em média é de 35 Km nas regiões continentais, alcançando até 60 Km nas regiões de montanhas.

A litosfera possui duas camadas distintas:

a) SIAL ou crosta continental é a parte superior da litosfera constituída predominantemente de rochas graníticas ricas em Si e Al, formando as regiões continentais.

b) SIMA ou crosta oceânica é a parte inferior, sobre a qual repousa o sial, é constituída predominantemente de rochas de natureza basáltica, ricas em Si e Mg, formando o fundo dos oceanos.

Quadro 1. Nome e principais características química e física da estrutura da terra.

Nome Característica química Característica física
Atmosfera N2, O2, H2O, CO2, gases inertes Gasosa
Biosfera H2O, substâncias orgânicas e materiais esqueletais Sólidos líquidos, muitas vezes coloidais
Hidrosfera Água doce e salgada, neve e gelo Líquida e parte sólida
Litosfera Rochas de silicatos Sólida
Manto Silicatos (Mg, Fe), SiO4; sulfetos e óxidos de ferro Sólida
Núcleo Liga de ferro e níquel Parte externa líquida e interna sólida possivelmente.

A COMPOSIÇÃO DA LITOSFERA

a) Composição química é expressada através dos principais elementos que a constituem (O, Si, K, Na, Ca, Mg, Al, Fe, Ti, Mn, P e H);

Quadro 2. Profundidade, denominação, constituição litológica, densidade e temperatura da crosta terrestre.

b) A composição mineralógica expressa os minerais mais abundantes que ocorrem na litosfera. Os principais minerais que ocorrem na litosfera são: feldspato, piroxênios, anfibólios, quartzo, micas, cloritas, sulfatos, argilominerais, carbonatos, olivinas, óxidos, hidróxidos e halóides;

c) A composição litológica expressa a litosfera em função das rochas mais abundantes. Dos 5% das rochas sedimentares, 80 a 85% são folhelhos, 5 a 10% são arenitos e 5 a 10% são calcários e ocupam 75% da superfície dos continentes.

Dos 80% que são rochas ígneas, 40% são graníticas, das quais 95% são de origem continental e 45% basálticas, sendo 95% de regiões oceânicas e 5% de origem de regiões continentais. Quanto às rochas metamórficas não se possui dado preciso.

3. AS CARACTERÍSTICAS DO MAGMA

O magma é um fluido natural muito quente com temperaturas de 800-9000C na superfície, atingindo 1000-12000C nas reações exotérmicas. É constituído por uma fusão de silicatos, mostrando proporções variadas de água, elemento volátil e de cristais e minerais em processo de crescimento.

3.1. AS FASES DO MAGMA

a) Sua fase líquida é formada por uma solução de silicatos, com predominância de tetraedros de silício (SiO4);

b) Sua fase gasosa é formada por água e, em menor quantidades por gases;

c) Sua fase sólida é constituída por cristais em suspensão cuja quantidade e presença depende do grau de resfriamento do magma.

3.2. A COMPOSIÇÃO QUÍMICA DO MAGMA

Do ponto de vista químico há dois constituintes importantes:

a) Constituintes não voláteis (fase líquida);

b) Constituintes voláteis (fase gasosa).

a) Os constituintes não voláteis (fase líquida):

À medida que o magma se resfria, os constituintes não voláteis associam-se para formar os cristais que irão constituir as rochas. São eles os mais abundantes: SiO2, Al2O3, FeO, MgO, CaO, K2O, Na2O e TiO2.

A composição mineralógica da rocha depende da natureza e da proporção dos constituintes não voláteis do magma.

Exemplos:

K2O+Al2O3 + 6SiO2 = K2O.Al2O3.6 SiO2 = 2KAlSi3O8 ortoclásio

Na2O+Al2O3 + 6 SiO2 = Na2O.Al2O3.6SiO2 = 2NaAlSi3O6 albita

CaO+Al2O3 + 2SiO2 = CaO.Al2O3.2SiO = CaAl2Si2O8 anortita

K2O+Al2O3 + 4SiO2 = K2O.Al2O3.4SiO2 = 2KAlSi3O6 leucita

MgO+FeO + SiO2 = MgO.FeO.SiO2 = 2(MgFe)2SiO4 olivina

Observe que todos os minerais possuem composição química semelhante. Isto ocorre devido ao pequeno número de elementos químicos presentes no magma, resultando em um número limitado de combinações entre estes constituintes, e consequentemente é reduzido o número de minerais que constituem as rochas ígneas ou magmáticas.

b) Os constituintes voláteis (fase gasosa):

Os constituintes voláteis são importantes do ponto de vista físico-químico, o principal representante é a água, assim como CO2, CO, SiO2, SO3, S2, H2, Ne, HCl, H2S, HF, etc.

Os produtos voláteis não interferem nos estágios iniciais de solidificação do magma, mas nos estágios posteriores, sobretudo nos finais. Sua ação é bastante acentuada, notadamente na manutenção dos minerais, tais como a turmalina, topázio, fluorita, berilo, etc, que só se formam na presença de elementos voláteis.

3.3. A ACIDEZ DAS ROCHAS E A VISCOSIDADE DO MAGMA

O SiO2 é responsável pela viscosidade do magma e pela sua acidez. Os magmas e as respectivas rochas originadas são classificados segundo a acidez como:

Ácidas 65-80% de SiO2

Sub-ácidas 60-65% de SiO2

Sub-básicas 55-60% de SiO2

Básicas 55-45% de SiO2

Ultra-básicas < 45% de SiO2

Quanto maior o teor de SiO2 de uma rocha ou mineral, maior é a sua acidez (Quadro 3) e maior a sua resistência ao intemperismo. A viscosidade do magma é importante para a cristalização dos minerais. A movimentação do magma depende de sua viscosidade, podendo impedir ou facilitar o crescimento de minerais. Portanto, se o magma possuir baixa viscosidade irá formar rochas melhor cristalizadas do que rochas com elevada viscosidade, podendo ocorrer rochas com grande quantidade de material vítreo.

Quadro 3 – Classificação de alguns minerais e rochas quanto a sua acidez.

A acidez das rochas nada tem a ver com a acidez dos solos, nos solos a acidez se deve à predominância dos íons hidrogênio na solução dos mesmos.

3.4. O RESFRIAMENTO DO MAGMA

O resfriamento do magma tem como conseqüência à solidificação do magma, depende da sua composição química, quantidade de produtos voláteis, viscosidade, taxa de resfriamento e, portanto sua localização na crosta terrestre.

A cristalização dos minerais pode ocorrer dentro da crosta, é o que ocorre com o magma intrusivo, onde o resfriamento é lento, pois a crosta funciona como escudo térmico, impedindo a perda de calor, resultando na formação de rochas bem cristalizadas, onde o material vítreo não é encontrado. A fase gasosa mantém a fluidez por mais tempo, facilitando a cristalização, e a formação de rochas com granulação (textura) grossa, com cristais com diâmetro maior que 5 mm e perfeitos (textura porfirídica). As rochas formadas dentro da crosta são denominadas de INTRUSIVAS ou PLUTÔNICAS. Um exemplo típico deste grupo de rochas é o granito.

A cristalização dos minerais pode ocorrer na superfície, com o magma extrusivo (lava) que é o segundo caso. Ocorre um resfriamento rápido do magma, devido à perda de calor para a atmosfera, o que impede a perfeita cristalização da rocha. O magma ao atingir a superfície, perde sua fase gasosa, aumentando a sua viscosidade. Ocorre a formação de cristais com granulação fina (<1mm). Essas rochas são denominadas de EXTRUSIVAS ou VULCÂNICAS e nela a presença de matéria vítrea é constante. Quanto mais viscoso o magma maior será a quantidade de matéria vítrea e quanto menos viscoso menor será a quantidade. O Basalto é uma representante deste grupo de rochas.

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3.5. A SEQUÊNCIA DE CRISTALIZAÇÃO DE BOWEN

O magma é um conjunto de silicatos em fusão que ao resfriar-se torna possível o arranjo dos tetraedros (SiO4) – 4 que irão formar minerais do grupo dos silicatos.

À medida que ocorre o resfriamento do magma, há uma seqüência de cristalização que no estudo de rochas permite prever quais minerais poderão ou não se associar para a formação de uma rocha. Por exemplo, dificilmente teremos olivina e quartzo na mesma rocha (Figura 1).

A seqüência de cristalização é válida para as rochas intrusivas. Para as rochas extrusivas não se aplica a seqüência de cristalização, com o mesmo rigor, devido ao relativamente rápido resfriamento do magma (Figura 1).

Bowen estabeleceu para os magmas mais freqüentes, duas séries de reações, contínuas e descontínuas, que se processam simultaneamente enquanto a temperatura decresce.

a) Série Descontínua: é a série representada pelos minerais ferro magnesianos mais importantes: olivinas, piroxênios, anfibólio e biotita. À medida que a temperatura decresce, os minerais formados em temperatura mais elevadas, tornam-se instáveis e tendem a reagir com a sílica (SiO2), que está em fusão no magma para tornar-se mais estáveis. Por exemplo a olivina forma-se no início do resfriamento do magma, portanto em temperaturas mais elevadas. À medida que o magma se resfria, a olivina reage com a sílica:

Forsterita (olivina) + Sílica ® enstatita

Mg2SiO4 + SiO2 ® 2Mg2SiO3

Observa-se que à medida que o magma resfria, os minerais se tornam mais ricos em sílica. Olivinas (SiO4), piroxênios (SiO3), anfibólios (SiO4), biotita (Si2O5), ou seja, os ferro magnesianos cristalizam-se no magma numa ordem crescente de acidez:

SiO4 < SiO3 < Si4O4 < Si2O5

b) Série Contínua: é expressada pelos minerais do grupo dos plagioclásios (Figura 1). Ao contrário da série descontínua, as reações ocorrem continuamente com reajuste das composições à medida que a temperatura diminui.

Os primeiros plágioclásios a se formarem são os cálcicos. Havendo no magma Ca e Na, à medida que se forma os plágioclásios cálcicos, vai sobrando o Na, aumentando o seu teor durante o resfriamento, passando a formar plagioclásios sódicos. Como o teor de SiO2 em anortita (CoAl2Si2O8) é menor do que da albita (NaAlSi3O8), observa-se que também nos plagioclásios a ordem é crescente do seu teor de sílica. Quando ocorre o esgotamento de sílica no local de formação o resfriamento prossegue até o final com o plagioclásio já formado.

As duas séries de reação processam-se simultaneamente, convergindo para uma única, como podemos observar na Figura 1.

O quartzo (SiO2) é o último mineral a ser formado, só se formando depois de formado os minerais possíveis e ainda restar SÍLICA RESIDUAL. Se não restar sílica à rocha formada não terá quartzo.

Uma rocha pode ser formada pela associação de olivina-plagiocásio sódico, pois são formadas ao mesmo nível de temperatura. Se houvesse, também, sílica suficiente para formar o plagioclásio sódico. A série descontínua não seria interrompida na olivina, mas se prolongaria até a biotita.

A seqüência de cristalização de Bowen permite estabelecer algumas regras de associação de minerais, conhecidos como NORMAS DE COEXISTÊNCIA PARAGENÉTICA. O exame da seqüência permite afirmar que:

a) Quartzo e Olivina não ocorrem na mesma rocha;

b) Moscovita não se associa a piroxênios e olivina;

c) Quartzo normalmente não se associa a plagioclásios cálcicos;

d) Em rochas ricas em sílica, os ferromagnesianos mais freqüentes são as micas, nas intermediárias os anfibólios e nas pobres os piroxênios. Quanto maior o teor de sílica, maior será a relação Si:O no mineral ferromagnesiano;

e) Se o magma for muito deficiente em sílica, em vez de formar ALBITA (NaAlSi3O8) ou ORTOCLÁSIO (KAlSi3O8), que são feldspatos, forma LEUCITA (KAlSi2O6) no lugar do ORTOCLÁSIO e NEFELITA (NaAlSiO4) no lugar da ALBITA que são feldspatóides, silicatos mais pobres em sílica do que os feldspatos. Para isso deve haver K e Na em quantidades suficientes no magma;

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Figura 1 – Efeito de reações contínuas e descontínuas em função da temperatura e da acidez do magma na formação de minerais essenciais.

f) A associação mineralógica essencial dos basaltos (rochas básicas) é piroxênios – plagioclásios cálcicos (labradorita). É portanto uma associação compatível na seqüência de cristalização, própria dos estágios iniciais, correspondendo a magmas básicos. Não se pode esperar, portanto, a ocorrência de quartzo ou moscovita nessas rochas, mas é comum a presença de olivina ;

g) Os granitos são rochas ácidas devido à presença de elevada quantidade de sílica, portanto possuem quartzo. Sua associação mineralógica essencial é feldspato potássico plagioclásio sódico-quartzo. Um granito não possui plagioclásio cálcicos ou olivinas. É comum a ocorrência de BIOTITA, o que é esperado por ser o ferromagnesiano de maior relação Si:O;

h) Rochas ricas em plagioclásios cálcicos (gabro anortesitos) não apresentam quartzo;

i) Rochas ricas em plagioclásios sódicos (diorito) podem possuir quartzo (quartzo diorito).

 

4. A CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS QUANTO A COR

As rochas podem ser classificadas quanto à presença de minerais claros ou escuros em leucocráticas, melanocráticas e mesocráticas.

4.1. LEUCOCRÁTICAS: são rochas que predominam minerais de cor clara (quartzo, feldspatos, feldspatóides e micas moscovita);

4.2. MELANOCRÁTICAS: são rochas em que predominam minerais de cor escura (mica biotita, piroxênios, anfibólios e peridotos);

4.3. MESOCRÁTICAS: rochas em que não há o predomínio de minerais claros ou escuros.

 

5. OS TIPOS DE ROCHAS (PETROLOGIA)

O estudo das rochas é objetivo da PETROLOGIA e como existem três grandes grupos de rochas (ÍGNEAS, METAMÓRFICAS e SEDIMENTARES), estes grupos constituem a divisão natural da petrologia.

A origem das rochas existentes inicia com a solidificação da crosta, inicialmente originaram-se as rochas denominadas de ígneas ou magmáticas por serem originadas do magma. O desgaste destas rochas e o acúmulo de seus sedimentos originaram as rochas sedimentares. O resfriamento da crosta com dobras e fraturas, resultaram em pressões e temperaturas elevadíssimas, originado rochas com características próprias e denominadas de rochas metamórficas.

As rochas magmáticas, intrusivas e as extrusivas, se originam da consolidação do magma, são de origem primária e delas se derivam por vários processos as rochas sedimentares e metamórficas.

5.1. AS ROCHAS MAGMÁTICAS INTRUSIVAS, PLUTÔNICAS OU ABISSAIS

O magma pode se consolidar dentro da crosta terrestre, a vários quilômetros de profundidade, formando as rochas intrusivas, plutônicas ou abissais. Como o resfriamento do magma ocorre lentamente possibilita a formação de cristais mais perfeitos (desenvolvidos) formando uma textura equigranular. São exemplos de rochas intrusivos:

GRANITO: é a mais comum das rochas magmáticas, ocorre junto com as GNAISSES (metamórfica), no embasamento cristalino que forma os blocos continentais. A Serra da Mantiqueira, a Serra do Mar,… são exemplos de granito. Ocorre com várias cores: cinza claro a cinza bem escuro, amarelado, roxo ou vermelho. A variação de cor provém, em geral, da cor do FELDSPATO, que é o mineral mais freqüente nos granitos. Compõe-se com predominância de ortoclásio, o quartzo é freqüente e plagioclásio sódico é comum. Contém ainda biotita ou moscovita e anfibólio, mais comumente a HORNBLENDA e são rochas leucocráticas. Outros exemplos de rochas magmáticas plutônicas: sienito, diorito, gabro, peridotito e jacupiranguito.

As rochas plutônicas (intrusivas) podem ocorrer de maneiras muito diversas, formando corpos e tamanho variado e que apresentam relações variadas com as rochas encaixantes, dentro das quais elas se solidificaram. As dimensões dessas formações podem ser relativamente pequenas como os diques, sill e lacólito ou bastante grandes como os batólitos e lopólitos.

5.1.1. As formas de ocorrência das rochas magmáticas intrusivas

a) SILL: são corpos extensos, pouco espesso e de forma tabular quando visto em corte;

b) LACÓLITO: o magma, é mais viscoso, formando massas intrusivas de forma lenticular, plano convexa;

c) LAPÓLITO: tem a forma de uma bacia, de grandes dimensões e, ocorre sempre no fundo das dobras do tipo sinclinal;

d) FACÓLITO: é um corpo intrusivo concordante, confinado nas cristas das dobras dos anticlinais ou no fundo dos sinclinais;

e) DIQUE: é uma massa magmática que preenche uma fenda de uma rocha;

f) NECK: são corpos cilíndricos, verticais que cortam as rochas pré-existentes. São condutos antigos de vulcões cuja parte superior foi erodida;

g) BATÓLITO: são massas enormes de material magmático (granítico) que afloram numa extensão de pelo menos 100 Km2. Denomina-se STOCK quando ocupar uma área inferior a 100 km2;

h) VEIOS: são massas produzidas pela injeção de magma em fraturas menores e menos regulares que os diques.

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5.2. AS ROCHAS MAGMÁTICAS EXTRUSIVAS, ERUPTIVAS, VULCÂNICAS OU EFUSIVAS

São rochas em que o magma extravasa na superfície através da rachadura na crosta ou vulcões, passando rapidamente do estado líquido para o sólido, como não há tempo para a cristalização ocorre a formação da textura vítrea. Comumente ocorrem pequeníssimos cristais esparsos pela massa vítrea. São exemplos de rochas ígneas: basalto, diabásio, riólito, andesito, traquito, fonolito, obsidina e peridodito.

BASALTO é a rocha efusiva mais comum. A sua textura é microcristalina, vítrea ou porfirítica. Pode ser às vezes altamente vesicular. Sua cor é geralmente preta, podendo ser cinza-escuro ou castanho, sendo sempre melanocrática. FENOCRISTAIS de plagioclásio cálcico e de piroxênios (às vezes olivinas) são comuns numa matriz AFANÍTICA. Nos basaltos vesiculares dá-se, muito freqüentemente, o preenchimento das vesículas, formando amígdalas, que podem constituir-se de ágata, quartzo, zeólitos, ou diversos outros minerais, que resultam dos últimos fluxos do magma recém consolidado que, escapando pela rocha, formam-se nos seus espaços vazios. Belos cristais de quartzo ametista são explorados no Rio Grande do Sul e outros estados do Brasil e vendidas em joalherias, casas comerciais e ao longo de rodovias.

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5.2.1. As formas de ocorrência das rochas Ígneas Extrusivas.

As rochas ígneas podem ocorrer na forma de lavas, de material piroclástico e de gases vulcânicos. As lavas são massas magmáticas, em estado parcial ou total de fusão e que atigindo a superfície se derramam e se solidificam. Exemplo: Derrame do Trapp.

O material piroclástico é formado por fragmentos soltos que saem dos vulcões provocando explosões. Entre eles temos os tufos vulcânicos, os blocos, as bombas, as cinzas e os gases.

a) Tufos vulcânicos são formados por material fino e de consistência fofa;

b) BLOCOS quando tem diâmetro acima de 5cm, com formas irregulares, ásperas, podendo ultrapassar 1m3. Saem do vulcão em estado sólido.

c) BOMBAS: são massas de lava consolidada durante a trajetória no ar, com formas próprias, desde poucos centímetros de tamanho até um metro. Sua forma arredondada ou alongada, freqüentemente retorcida mostra sua ejeção no estado plástico. Os casos de lava esponjosa de vidro vulcânico são denominados de pedra pome ou hume.

d) LÓPOLI: são ejetólitos de lava com tamanhos de uma noz ao de uma ervilha.

e) CINZAS: é um material de aspecto arenoso, constituído de fragmentos finos, de cerca de 4 a 1/4 de milímetros de tamanho. Pode ser menor e semelhante a um pó impalpável.

f) GASES: a exalação de gases pode ocorrer antes, durante e depois da extinção das atividades vulcânicas. A quantidade de gases desprendida durante uma explosão pode danificar tecidos de roupas expostas a cinco mil quilômetros pelos gases ricos em ácido fluorídrico e clorídrico. Exemplo.: Gases do vulcão do Alasca (Katmai) causou danos em roupas em Chicago.

5.3. AS ROCHAS SEDIMENTARES

São rochas resultantes do depósito e da sedimentação dos produtos do intemperismo de outras rochas. Os depósitos de sedimentos recém formados são moles e incoerentes como a areia de uma praia ou a argila de um manguezal. Com o passar do tempo e a evolução geológica, entretanto, novas camadas vão se acumulando e criando espessas formações de sedimentos que podem atingir centenas e até milhares de metros de espessura.

Sob o efeito das novas camadas, a água é expulsa e os sedimentos mais antigos vão endurecendo, sofrem a litificação ou diagênese, até formar a rocha dura: a rocha sedimentar. As principais rochas sedimentares são: argilito, siltito, arenito, conglomerado, tilito, dolomito, calcário e silex.

Argilito, argila e folhelho possuem cor de cinza até preta, amarela verde ou amarelada. A granulação é finíssima, por isto são untuosas ao tato. A presença de argila faz com que o sedimento tenha o cheiro característico de moringa nova, quando umedecido. Quando endurecida, formam estratos finos e paralelos esfoliáveis e recebe o nome de FOLHELHO.

Arenito, areia ou arcózio: as cores mais comuns são cinza, amarela ou vermelha. O arenito é a rocha sedimentar proveniente da consolidação de areia por um cimento qualquer. Ocorrem, comumente junto às areias, às vezes em alta concentração, a monazita, ilmenita, moscovita e outros minerais. O arcózio é um arenito que possui como constituinte uma grande quantidade de FELDSPATO. O arenito de Bauru é constituído principalmente de quartzo e o de Botucatu de quartzo e feldspato.

O calcário e o marga são rochas de cor cinza, amarela, até preta, geralmente compacta e de granulação microscópica na maioria das vezes. É comum apresentarem impurezas de argila e de areia. Há tipos formados de restos de conchas ou de carcaças de microorganismos. A denominação de LUMAQUELA ocorre quando é grande a contribuição de conchas, e de MARGA quando possui ao redor de 50% de argila. Resulta um material que efervesce com HCl frio.

Dolomito é semelhante ao calcário e como se constitui de dolomita efervesce com HCl quente.

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5.4. AS ROCHAS METAMÓRFICAS

São transformações que sofrem as rochas pré-existentes (metamórficas ou magmáticas), sob a ação de novas condições, como temperatura, pressão, presença de agentes voláteis ou fortes atritos. A adaptação a estas novas condições da origem as rochas metamórficas.

A recristalização dos minerais preexistentes pode ocorrer com a formação de novos minerais. Devido à pressão dirigida num determinado sentido, a textura resultante é a orientada ou xistosa, caracterizada pelo arranjo de todos ou de alguns minerais segundo planos paralelos. As lâminas de mica ou os prismas de anfibólio seguem a mesma direção.

Na recristalização pode ocorrer apenas o crescimento do mineral, como exemplo, o calcário passando a mármore, ou um arenito para quartzito. As principais rochas metamórficas são: quartzito, mármore, filito, micaxisto, clorita xisto e gnaisse.

Mármore: provém do calcário ou do dolomito. Os grãos de calcita recristalizam-se formando cristais macroscópicos, apresentando uma aparência sacaróide. A cor varia do branco, rósea, esverdeada e preta. As impurezas podem recristalizam-se como mica, clorita, grafita, etc. Efervesce com HCl frio, e, quente quando dolomítico.

Gnaisse: são rochas metamórficas de estrutura orientada que no metamorfismo regional atinge grandes áreas, originando rochas como os gnaisses, micaxisto, filito e talcoxisto.

O metamorfismo de contato que origina uma estrutura maciça, originando rochas como o mármore, o quartzito e o itabirito. Atinge pequenas áreas, formando rochas por isso mais raras e mais caras.

 

 

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6. AS PROPRIEDADES DOS MINERAIS

6.1. ESTRUTURA QUÍMICA é o estado cristalino, é à disposição dos átomos, que leva a formação de formas geométricas definidas. São conhecidos os sistemas: cúbico (galena, pirita, halita e sal de cozinha), tetragonal (zircônio, rutílio e cassiterita), hexagonal (quartzo, calcita e turmalina), ortorrômbico (enxofre e olivina), monoclínico (gipsita e micas) e triclínico (plagioclásios e feldspatos).

6.2. CLIVAGEM: um mineral possui clivagem quando se fende segundo direções paralelas e constantes. O mineral que não possui clivagem apresenta FRATURA, que pode ser:

a) concoidal (quartzo, vidro,…)

b) terrosa (ocre)

c) granular (magnetita)

d) fibrosa (limonita)

6.3. DUREZA é a resistência do mineral ao risco. Um mineral mais duro certamente irá riscar um menos duro e, quando não riscar e nem ser riscado, terão certamente a mesma dureza. Uma pergunta tradicional é: quem risca quem quando estamos escrevendo no quadro negro?

A ESCALA DE MOHS estabelece valores de 1 a 10 de dureza para os minerais. Alguns materiais podem nos auxiliar na estimativa da dureza de um material.

1. Talco

2. Gipsita

3. Calcita

4. Fluorita Materiais auxiliares:

5. Apatita

6. Ortoclásio 2,5……..unha

7. Quartzo 3,0……..moeda de cobre

8. Topázio 5,0……..aço de canivete

9. Coríndon 5,5……..vidro de vidraçaria

10. Diamante 6,5……..aço de lima

6.4. A TENACIDADE é a resistência que um mineral oferece ao ser rompido, esmagado, curvado ou rasgado, em resumo, é a sua coesão.

a) Quebradiço ou frágil: o mineral se rompe ou polveriza com facilidade. Ex: quartzo.

b) Maleável: pode ser transformado em lâminas ao ser martelado.

Ex: cobre, ouro e prata.

c) Suctil: quando pode ser cortado em aparas delgadas com um canivete. Ex: cobre, estibinita.

d) Dúctil: quando pode ser estirado em fios. Ex: prata.

e) Flexível: quando se curva, mas não retorna a forma primitiva quando a pressão cessar. Ex: talco.

f) Elástico: quando depois de encurvado retorna a posição original ao cessar a pressão. Ex: micas.

6.5. O BRILHO é a aparência geral da superfície de um mineral à luz refletida. Pode ser metálico (pirita e galena), não-metálico: vítreo (quartzo), sedoso (amianto), resinoso (âmbar) e submetálico quando for difícil caracterizar.

6.6. A COR é a propriedade física mais importante, mas por não ser constante deve ser usada com cautela na identificação de minerais. Pode ser classificada como:

a) Idiocromáticos: possuem cor própria e constante. Por exemplo o malaquito (verde), azurita (azul) e enxofre (amarelo).

b) Alocromáticos: a cor varia com impurezas ou composição química. A fluorita (incolor, amarelo, róseo, verde), quartzo (incolor, amarelo, róseo, verde).

6.7. O TRAÇO é a impressão deixada ao riscar numa pedra polida branca. A Magnetita possui traço preto; hematita, traço vermelho; goetita, traço marrom-avermelhado; galena traço preto acinzentado.

6.8. A DENSIDADE OU PESO ESPECÍFICO é a relação entre o peso do material comparado com o peso de igual volume de água a 4°C. Facilita o reconhecimento do mineral por ser uma característica mais ou menos constante.

Exemplos: Quartzo 2,65 g cm-3

Ferro 7,30 g cm-3

Calcita 2,75 g cm-3

Ouro 19,40 g cm-3

Galena 7,50 g cm-3

Halita 2,20 g cm-3

Mercúrio 13,60 gcm-3

6.9. As PROPRIEDADES QUÍMICAS resultam da constituição química do mineral. Ouro, diamante e enxofre são constituídos por um elemento químico. Através da composição química pode-se identificar a presença ou não de alguns minerais. Por exemplo, a reação à água oxigenada, volume 30, significa presença de enxofre, e a reação ao ácido sulfúrico à presença de carbonatos.

Exemplos:

Piroxênio e anfibólios…….. silicatos de Mg, Ca e Fe

Feldspatos…………………… K2O, Al2O3, 6SiO2

Plagioclásios………………… Na20, Al2O3, SiO2, CaO, Al2O3, 2SiO2

6.10. MAGNETISMO é a atração pelo ímã que ocorre em poucos minerais. Ex: magnetita e pirrotita. O manganês, níquel e titânio se tornam magnéticos quando aquecidos. Porque?

7. OS GRUPOS DE MINERAIS

7.1. Minerais ESSENCIAIS são os que caracterizam uma rocha. São exemplos de minerais essenciais:

a) QUARTZO

b) FELDSPATO

c) FELDSPATÓIDES

d) MICAS (Moscovita, Biotita )

e) PIROXÊNIOS

f) ANFIBÓLIOS

g) PERIDOTOS

7.2. Os minerais ACESSÓRIOS são minerais que numa rocha, aparecem acidentalmente, não fazem falta para a formação da mesma. Exemplo: pedras preciosas.

7.3. Os minerais SECUNDÁRIOS são os que resultam da ação do intemperismo dos minerais anteriores. Exemplo: concreções calcárias e concreções de ferro.

8. CONCLUSÕES

O número de rochas que originam a maioria das solos, é bastante reduzido. Portanto, não é difícil adquirir um conhecimento básico das principais rochas e minerais que compõem os solos. Tal conhecimento, sem dúvida, irá auxiliar na compreensão e no diagnóstico do comportamento dos solos na difícil arte de bem manejar os solos agrícolas.

9. BIBLIOGRAFIA

BIGARELLA, J.J.; LEPREVOST, A.; AURÉLIO, B. Rochas do Brasil. Rio de Janeiro, Livros Técnicos e Científicos, 1985. 310p.

POPP, J. H. Geologia geral (4o Edição) . Rio de Janeiro, Livros Técnicos e Científicos Editora, 1988. 299p.

PINTO, O.C.B. Noções de geologia geral. Viçosa, Imprensa Universitária, 1985. 134p.

Para ver o site do qual tirei esse material, pode acessar:

www.dzo.uem.br/disciplinas/Solos/rocha.doc

Para expandir sua pesquisa vale a pena, também, assistir aos dois vídeos abaixo linkados do youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=8zmTP_8w6Qs

Até a próxima !!