jump to navigation

A volta dos que não foram !!! fevereiro 8, 2012

Posted by rbrebello in Sem-categoria.
trackback

Saudações alunos,

Estive um pouco afastado do meu blog, devido a correria do dia-a-dia, mas voltamos a carga nesse início de 2012. Como não poderia deixar de ser a volta é em grande estilo: A Geomorfologia Glacial.

É Isso mesmo que você leu, GLACIAL!!!

Mas por que estudar gelo se aqui no Brasil nosso clima é tropical? Bem, para saber só lendo.

Como você sabe esse material é resultado de minhas pesquisas na internet e não foi produzido por mim, assim lá no final dessa postagem estão os links para você consultar diretamente os sites que utilizei.

Geomorfologia Glacial

AÇÃO GEOLÓGICA / GEOMORFOLÓGICA DO GELO E PROCESSOS GLACIAIS

A variação da temperatura da Terra sempre foi uma constante. Em toda a história da Terra nunca houve um período grande em que a temperatura fosse completamente estável

– Variáveis astronômicas = são as causas dos ciclos glaciais.

– Glaciações = causadas por fenômenos astronômicos: não são cíclicas e não tem períodos determinados.

Hoje, vivemos um período interglacial, o que seria quase o topo ou um período mais quente que já houve na Terra.

Os períodos glaciais são mais frequentes do que os períodos interglaciais (o que vivemos hoje), se tratando da História da Terra.

– Era Glacial = o clima equatorial estará somente na faixa do Equador; os climas tropicais ficam restritos somente nas faixas dos trópicos. Ou seja, os climas não desaparecem, não há somente gelo, há sim uma compactação dos climas.

A glaciação se resume em geleiras = grandes quantidades de gelo alimentadas pela neve, onde formam-se os depósitos de gelo. Essas geleiras com cerca de 1m de altura média erode, carrega materiais de suas encostas tal como um rio que corre de montante a jusante até se depositar em determinado lugar. Portanto, também ocorre intemperismo físico nas geleiras (por abrasão – atrito físico) devido ao contato com a rocha.

As geleiras transportam sedimentos de todos os tamanhos, por ser o gelo o responsável pelo transporte.

A rocha moutonnée de Salto é o único exemplar desse tipo de estrutura de abrasão glacial conhecido no neopaleozóico da Bacia do Paraná, associada às rochas glaciais do Subgrupo Itararé. Localiza-se nos arredores da cidade de Salto, no centro-leste do Estado de São Paulo.

Um vale glacial é esculpido pelo gelo.

Vale com forma de “U”

clip_image002

Fonte:http://download.ultradownloads.com.br/wallpaper/68826_Papel-de-Parede

Os depósitos tendem a ser mal selecionados. Os mais comuns chamam-se “till”, possuem todo o tipo de sedimentos em todos os tamanhos, com grãos angulosos.

ATIVIDADES GEOLÓGICAS DO GELO

Nenhum evento na história geológica recente produziu tão profundas modificações quanto à última grande idade do gelo. O impacto se entende muito além dos limites do gelo para influenciar cada aspecto físico e biológico da Terra. Um exemplo, onde hoje estão localizadas as cidades de Chicago, Detroit, Toronto, onde há 15.000 – 20.000 anos atrás existiam várias centenas de metros de gelo.

Uma geleira tem um sistema de gelo fluindo. O gelo escoa através do sistema saindo ao mesmo tempo pela evaporação ou fusão. Quando o gelo escoa, ele erode e transporta considerável quantidade de material.

Quando ocorre uma glaciação, muitos processos geológicos são interrompidos ou modificados sensivelmente. A água fica retida nas geleiras ao invés de evaporar e voltar para o mar. Consequentemente, o nível do mar abaixa e o ciclo hidrológico é muito afetado. A grande quantidade de gelo no continente modifica a drenagem pré-existente. A erosão causada pela geleira gera material, o qual será depositado e alterará a topografia previamente existente. A crosta terrestre é empurrada para baixo pelo peso do gelo e a água de degele formará lagos que não existiam até então. O sistema de drenagem modificado poderá influenciar no clima de uma grande região, mesmo em distâncias grandes da geleira em si. Mesmo regiões áridas podem sofrer mudanças climáticas drásticas devido a uma geleira distante.

O gelo é um importante agente geológico, pois cerca de 10% da área continental é ocupada permanentemente por gelo. A importância aumenta se levarmos em conta que nos períodos geológicos passados, tivemos glaciação a nível mundial.

Para termos uma ideia, a 1 milhão de anos atrás cerca de 30% dos continentes estavam cobertos por gelo, inclusive o Brasil (pelas rochas é que podemos afirmar o clima da Terra. Por exemplo, o mineral calcita só se cristaliza em clima quente. Então, se encontrarmos calcita, significa que o clima daquela região era quente quando daquela rocha que contém calcita). As rochas indicam que na Terra existe o mesmo tipo de clima há 500 milhões de anos.

Geleira

Ocorre quando a taxa de queda de neve é maior do que a taxa de desgelo. Dessa forma ocorre o acúmulo de neve. Com o passar do tempo, a neve vai se tornando mais compacta e densa. Aliado a este fator, temos o fenômeno de desgelo parcial (derretimento parcial) durante o dia e o regelo à noite. Dessa forma, a neve vai se transformando em gelo.

clip_image004

Vista panorâmica da geleira Aletsch, Suíça.

Tipos de Geleiras

a) Alpino = o nome que vem dos Alpes. O maior acúmulo de gelo ocorre em regiões de montanhas. Essas geleiras podem atingir dimensões consideráveis (+ ou – 100Km de comprimento e 900m de espessura). Caracteriza-se pelo circo glacial que pode ser descrito como um anfiteatro de paredes abruptas e fundo chato.

b) Geleira do tipo continental = ocorre por grandes áreas continentais. Por exemplo: Groenlândia.

c) Geleira do tipo Piemonte = este tipo é na verdade uma mistura entre os outros dois tipos. São geleiras que nascem nas montanhas, mas se espalham por grandes áreas continentais.

Temperatura do gelo

Fundo das geleiras = -0,5

O gelo é um péssimo condutor de calor, então as variações de temperatura não influem na temperatura do gelo.

Movimento das geleiras

Sempre condicionado pela gravidade e pelo acúmulo de gelo na cabeceira da geleira. A força da gravidade vai trazendo para baixo o gelo formado no alto de uma montanha. O acúmulo de gelo vai o empurrando para baixo. Em alguns lugares o movimento de uma geleira pode ser comparado com um rio, formando “cachoeiras”; “corredeiras”, etc. Também devido ao comportamento rígido do gelo, no decorrer do movimento serão abertas e fechadas fendas na geleira.

Erosão, transporte e deposição por geleira

Erosão

A erosão pelas geleiras se dá por duas formas principais:

I – Abrasão: fenômeno em que parte do gelo superficial das geleiras é derretido pelo sol, ar quente e chuva, bem como pelo calor produzido pela própria geleira. A abrasão ocorre quando o gelo e a carga de fragmentos rochosos deslizam sobre o leito de rocha e funcionam como um papel de lixa que alisa e pule a superfície situada abaixo.

clip_image006

II – Arrastamento glacial

Conforme uma geleira vai fluindo sobre a Terra, ela erode, transporta e deposita uma grande quantidade de material, modificando consideravelmente a topografia pré-existente. As geleiras erodem pelo arraste glacial (glacial pluking). O material erodido é carregado em suspensão no gelo e é depositado perto das margens da geleira, quando degelo predomina.

Glacial pluking = é o transporte e remoção de fragmentos de rocha por uma geleira. É uma das formas mais eficazes de erosão praticado pelas geleiras. Abaixo da geleira, a água de degelo se infiltra em juntas e fraturas. Quando a água se congela novamente e seu volume aumenta em cerca de 9%, blocos de rochas são desprendidos. Esses blocos são, então, transportados pela geleira.

Transporte glacial

Da mesma forma que em rios, os sedimentos transportados por uma geleira são chamados coletivamente de carga. Todavia, as semelhanças acabam aqui. A forma com que a geleira transporta sua carga é muito diferente da forma que são transportados os sedimentos dos rios. A carga em uma geleira é transportada em suspensão e grandes blocos são transportados lado a lado com grãos pequenos, sem ocorrer a separação de material de acordo com o tamanho, como ocorre nos rios. O resultado: os depósitos glaciais não apresentam estratificações e nem seleção de materiais. A carga de uma geleira se concentra próximo ao contato entre o gelo e a rocha. A maioria das partículas carregadas por uma geleira não apresentam sinais de intemperismo, possuindo superfícies angulares e estricidas.

Deposição

Muitas das partículas transportadas por uma geleira são depositadas perto da terminação da geleira, onde o degelo predomina. Aí o gelo torna-se estagnado. As forças ativas na geleira fazem com que o gelo recém chegado a terminação seja jogado para cima do gelo novo. A carga de sedimento acompanha o gelo sendo concentrada na superfície da geleira. Quando o degelo é completado, o material é depositado marcando a margem da geleira.

Alguns dos sedimentos depositados pela geleira são retrabalhados pelas águas de degelo. Os sedimentos depositados diretamente (ou indiretamente) pela geleira em lagos e em rios recebem o nome de “glacial drift” (amontoado glacial). Alguns drifts podem apresentar certe estratificação.

Erosão de deposição do gelo

Uma geleira vai desagregar as rochas fisicamente, ou seja, temos um predomínio do intemperismo físico. O poder erosivo de uma geleira é limitado, contudo ela vai se comportar como uma grande lixa que carrega tudo o que vê pela frente. Em uma geleira temos aproximadamente 50% de gelo e 50% de detritos.

Depósitos glaciais

Ocorre quando a geleira “recua” (derrete). Como ela vai transportar seixos e blocos de todos os tamanhos, todo esse material será depositado junto. Assim, temos blocos enormes ao lado de grãos de areia. Outra característica é a ausência de intemperismo químico.

Nome de rochas formadas por depósitos glaciais

– Tilito / till

– Varvitos / ritmitos

– Sedimentos flúvio-glaciais

Morenas

Nome genérico para depósito glacial. De acordo com o posicionamento dentro da geleira, podemos ter: morena basal, morena frontal, morena lateral.

Formas topográficas resultantes da ação do gelo

– Vales suspensos;

– Vales em “U”

Mais conceitos:

Rochas Moutonnées: ocorrem geralmente em granitos e rochas cristalinas. A geleira passa por cima dando um polimento todo especial.

Drumlin: elevações de dimensões variadas, formadas por till argiloso no sentido de movimento da geleira.

Esker: lombada longa e sinuosa formada por areia e cascalho orientada no mesmo sentido que o movimento da geleira.

Kayne: pequenas elevações formadas pelo acúmulo de sedimento em fendas da geleira.

Kettles: depressões.

No Brasil

O reconhecimento dos primeiros depósitos glaciais antigos no Brasil, de idade permo-carbonífera, deve-se a Orville A. Derby, em 1888, e está intimamente relacionado aos conceitos de Gondwana e deriva continental.

Desde então, numerosas outras ocorrências foram identificadas e estudadas ampliando grandemente o entendimento da paleoclimatologia brasileira.

Pelo menos cinco grandes idades glaciais afetaram o território nacional, no Pré-Cambriano (2), Siluriano, Devoniano e Permo-Carbonífero. Rochas formadas sob influência glacial, nos intervalos acima, ocorrem em todas as bacias sedimentares paleozóicas brasileiras (Amazonas, Parnaíba e Paraná) e formam extensas áreas do embasamento pré-cambriano no Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. Geleiras tiveram uma enorme influência na evolução geológica e geomorfológica do Brasil e afetaram a distribuição dos organismos e sua evolução. Durante a idade glacial do Gondwana (Carbonífero – Permiano), massas de gelo cobriam mais de metade do território brasileiro. Seus depósitos estão entre os mais extensos e espessos de todo o Gondwana Ocidental.

O estudo das rochas sedimentares formadas durante as idades glaciais do Brasil é essencial para a  interpretação da história geológica do país, do continente sul-americano e do supercontinente de Gondwana. Sua análise permite estudar as mudanças climáticas globais do passado da Terra. A variedade e complexidade de ambientes deposicionais que ocorrem no sistema glacial torna seus os depósitos sedimentares um campo valioso para treinamento de estudantes de graduação e pós-graduação. Last but not least, do ponto de vista econômico, encerram essas rochas depósitos de carvão e hidrocarbonetos de interesse comercial. Algumas constituem aqüíferos importantes.

Para aprimorar seus conhecimentos há um ineressante trabalho dos professores Mario Luis Assine e Fernando Farias Vesely sobre ambientes glaciais que vale a pena ser lido.  Pode clicar e deleitar sua mente.

ambientesglaciais

 

A seguir os links que consultei:

http://no.comunidades.net/sites/pro/profelianageo/index.php?pagina=1548284462

http://www.igc.usp.br/glacial/home1.htm

http://www.geologia.ufpr.br/graduacao/deposicionais/ambientesglaciais.pdf

Até breve…

Anúncios

Comentários»

No comments yet — be the first.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: